quarta-feira, 8 de julho de 2009

Ser professor no contexto atual

Ao assistir o vídeo apresentado pela professora Maria Helena Rossi e sua equipe, notei que as mudanças a favor da educação, vem de longa data, ela cita grandes pensadores e filósofos como Jonh Dewey, Jean Piajet, Vigostky, Paulo Freire entre outros. Suas idéias se assemelham, buscam através do processo de pesquisa, o melhor para a educação.
Palavras chaves como: buscar, construir, estimular ,impulsionar, respeitar, qualificar, refletir, praticar, questionar, são facilmente encontradas na maioria das idéias destas pessoas. Que fizeram e fazem muito para as novas gerações de pesquisadores e educadores.
Escrever sobre eles é uma responsabilidade muito grande, é como um jogo de encaixe, todos são peças importantes para a construção com qualidade do processo educativo.
Mas me chamou a atenção em especial Jonh Dewey, Edgar Morin e Tania Marques nas suas colocações.
Dewey- Olhar os alunos com respeito, pois, são seres humanos iguais a nós.
O professor deve despertar o entusiasmo dos alunos, instigando-os.
Morin- É mais fácil compreender o conteúdo quando ele faz parte do contexto, pois, o ensino do currículo é fragmentado.
Você tem mais motivação quando faz inovações ao conteúdo.
Tania - Os questionamentos, "Se o professor ensina, ensina o que? Pra quem? Por quê?
Ensinar e pesquisar a importancia das relações.
Pensar no aluno a partir do aluno.

Estas colocações me dão ênfase na maneira com o qual trabalho em minha escola, nos primeiros 15 dias de aula assumi quatro turmas, sendo duas 5ª e duas 6ª, a minha pergunta inicial foi :
" O que você espera das aulas de Educ. Artística neste ano de 2009?"
As respostas foram bem criativas, e a maioria pediu para aprender a desenhar, então me veio a curiosidade e eu perguntei o por quê desta vontade, a resposta também foi rápida: " Geralmente as folhinhas já vem prontas só para a gente pintar e não queremos mais isto".
Então além de ouvir o que eles tinham a me dizer provoquei um debate sobre o que eles gostariam de saber desenhar, nesta conversa franca, surgiu, o modo com que está o ensino, a política no Brasil e no mundo, as drogas, a informática, pois, a maioria tem celular, a violência dentro e fora da escola, contra os professores, neste ponto foram francos em dizer que nem todos os professores davam a liberdade para eles se expressar, como na minha aula. Eles sentiam prazer de assisti-la, pois, eu consegui entende-los, eu cobrava atitudes corretas na sala, mas ao mesmo tempo deixava demonstrar toda a criatividade sem recriminá-los, claro que o respeito imposto era mútuo. Notei que há falta de diálogo entre professor e aluno, que muitos problemas de conduta por parte dos alunos podem ser sanadas, com a paciência do professor em ouvir. Os desajustes familiares fazem com que os jovens fiquem perdidos, tendo muitas vezes o professor como a esperança de que nem tudo está perdido, há uma luz, mas que se desiludem ao ver que, muitos não tem tempo para escutá-los. Daí vem a rebeldia, a apatia pelo professor, são desestimulados logo de começo.
É preciso que se faça um resgate destes alunos, como disse Dewey:" Respeitando por que são seres humanos."
Como disse Tania Marques: "...ajudar o aluno a construir um adulto capaz de conquistar por si só a beleza e a verdade de seu tempo..."

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